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CAPTADORES – EPISÓDIO III

Olá pessoal,

Continuando a falar sobre captadores, hoje é a vez dos ATIVOS!

Estes são aqueles modelos alimentados por uma (ou mais) bateria de 9V e que pode equipar guitarras, baixos, equalizadores de violões, sistemas Midi ou até sistemas mistos como os piezo-magnéticos.

Os fabricantes referência neste segmento são a EMG e a Seymour Duncan.

Este tipo de captador surgiu na década de 1970 e possuem um processo de construção ligeiramente diferente de um captador passivo.

Os ímãs, fios das bobinas, enrolamento e etc, são os mesmos.

A diferença é a disposição e montagem disso dentro da carcaça. E a intensidade dos campos magnéticos, poder de saída e impedância, que são menores.

Por sua baixa impedância, utilizam-se potenciômetros de menor valor de resistência, entre 25K Ohm e 50K Ohm. Nos passivos os valores variam de 250k Ohm a 1M Ohm. E muitos músicos não sabem: a saída de sinal em um captador ativo é baixa. Diferente do que diz a crença popular.

E este tipo de captador não é nada se ele não tiver um pré-amplificador. Este sim é alimentado pela tal bateria de 9V e não o captador em si. E este sim é que aumentará sua saída.

Por ímãs mais fracos, refere-se a uma menor intensidade em seus campos magnéticos, que em relação à um captador passivo. Os passivos podem ter campos magnéticos bastante elevados, onde dependendo da regulagem do instrumento, atraem as cordas em demasia e prejudicam o sustain. Isto não ocorre nos ativos, já que o campo magnético mais fraco permite que a corda vibre por muito mais tempo, possibilitando assim um pouco mais de sustain no instrumento e uma ação de cordas até mais baixa.

Tudo isso acomodado em uma espécie de caixa selada. Trata-se de um isolamento de resina epóxi (nos captadores passivos utiliza-se parafina), para garantir que o feedback e as ressonâncias e interferências externas, sejam nulas.

Porém a grande diferença mesmo, entre captação passiva e ativa, está na eletrônica e seus controles. Nos passivos, os potenciômetros de tonalidade, apenas cortam as frequências agudas, médias e graves. E quando abaixamos o volume, o sustain e ganho também vão embora.

Já nos passivos, os controles de tonalidade permitem cortar ou aumentar a intensidade das frequências graves, médias e agudas. E quando abaixamos o volume, praticamente não há perda de ganho e sustain.

Por isso é tão comum baixistas buscando circuitos ativos para seus baixos, mesmo que utilizando captadores passivos. Pois na realidade o que eles querem não é a maior saída, é a flexibilidade de ajustes de tonalidade.

Mais detalhes e características destes captadores, na próxima edição. Não perca!

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Um abraço,

Léo Bertassini

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